Fazendo as malas.

28 jan

“I can change, I can change. but I’m here in my mold”

Eis que mais uma vez tenho malas pra arrumar. Com medo de ‘passar necessidade’, começo a buscar tudo que possa precisar nos próximos dias.

O fato é que sempre tento levar toda a minha vida pra onde quer que eu vá .. uma roupa que marcou um momento legal, uma que eu me diverti com os meus amigos ou que ganhei de alguém especial num aniversário.  Sou assim, apegado e possessivo e pronto, não fui preparado pra abrir mão daquilo que me faz bem, que me faz ‘eu’.

Por isso também faço checklists pra não esquecer de nada e começo com vários dias de antecedência a arrumação, já que com certeza o espaço me fará condensar meus sentimentos ali materializados.

Porém desta vez a arrumação tem um gostinho diferente. Não estou propriamente indo em direção a novas culturas, sabores e arquiteturas que irão diariamente me surpreender como quando faço turismo. Vou trabalhar em outra cidade e estado – São Paulo. Com certeza um sopro de fresh air pra quem não gosta de monotonia.  Oportunidades não foram feitas pra se deixarem passar, por isso decidi ir conferir se o meu futuro profissional será longe daqui, mas infelizmente não vou levar comigo meu colchão, meus quadros, minhas fotos, meus passeios.

Osho já disse que devemos rasgar todas as nossas fotos, como sinal de desapego, mas eu ainda não sou desprendido a este ponto, quero levar tudo comigo:  cada risada, cada conversa, cada abraço de tanta gente que me moldou durante tanto tempo pra me fazer o que sou hoje.

Então é isso, vou lá conferir o mundo adulto e logo volto, to this ‘bittersweet simphony’, deixando tanto mas levando mais ainda, tantos objetivos e esperanças que caracterizam a minha profissão.  Já disse uma vez e acho pertinente para o momento … a partir de agora não teremos em nossa vida apenas pontos finais, mas aspas, vírgulas, parênteses e reticências e, entre nossas histórias, músicas, rimas e poesia; e que não temamos o alvorecer do novo, pois é na esperança que reside a coragem e sim, o que buscamos deve ser permeado de utopia.

2009 e eu já tinha estes dilemas.

Até já!!

 

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Uma resposta to “Fazendo as malas.”

  1. Caroline 29 de janeiro de 2012 às 22:22 #

    Gus, seus textos são sempre lindos e inspirados! Apesar da gte se ver tão poquinho morando na mesma cidade, vou ficar com saudade e ciúme de você lá longe =/ Seu texto está emocionante, me fez pensar em Lisboa… e acho que essa será uma experiência bem parecida né? Morar em um lugar diferente! Quanto medo!! =) Pra tudo, um dos meus poemas preferidos:
    Partir!
    Nunca voltarei,
    Nunca voltarei porque nunca se volta.
    O lugar a que se volta é sempre outro,
    A gare a que se volta é outra.
    Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia.
    Partir! Meu Deus, partir!
    Tenho medo de partir!
    (Álvaro de Campos)

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