Próxima parada …

3 out

Mais uma vez estou com ganas de viajar.

E mais uma lista de destinos preparados pra acontecer. Como Aristóteles, não sou ateniense nem grego, mas um cidadão do mundo, e acredito que nos reconhecermos em outras culturas e costumes faz parte da alteridade.

Negar a identificação no outro, na minha opinião, é negar o que nos faz humanos, evitar a nossa essência e permanecer em um mundo de sombras.  O auto conhecimento, essencial para compreensão das relações interpessoais e obtenção de uma melhor qualidade de vida, passa pelo contraste com o diferente, pelo contato com o novo.

Então, que a cada dia eu possa me ‘perder para me encontrar’  (Florbela Espanca), que me identifique e faça a autoanálise que edifica. Em tempos de amor líquido, que consiga aproveitar o que a maleabilidade tem de bom e seguir rotas para todos os pontos cardeais.

Padre Antonio Vieira já brindou o período barroco brasileiro com escritos neste sentido e, concordando, que eu possa escolher para viver tantas terras quanto os caminhos me oferecerem, abandonando o provincianismo que é tão confortável.

“Nascer pequeno e morrer grande, é chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento, e tantas para a sepultura. Para nascer, pouca terra; para morrer toda a terra. Para nascer, Portugal: para morrer, o mundo”

Image

Rua do Correio Velho, Lisboa, 2009

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