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juridicando!

23 jan

“Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. As pessoas querem ser iguais, mas querem respeitadas suas diferenças” .

Ou seja, querem participar, mas querem também ser reconhecidas em sua individualidade, afastando-se assim a despersonalização dos povos .

Neste sentido, os direitos humanos não seriam advindos de todos os seres humanos e estabelecidos de maneira igualitária, mas percebidos em cada local de forma diversa e como um instrumento a ser utilizado para a obtenção da desejada igualdade material, sujeitos, portanto, a interferências do sistema político-econômico, da concepção moral, dentre outros.

A foto fala bem mais do que quaisquer palavras que eu coloque aqui!

DE DROITE OU DE GAUCHE?

27 nov

Aproveitando o último post que eu fiz, quero começar uma coluna nova aqui no blog.

Eu sou um apaixonado também pela profissão que eu escolhi, pelo curso que optei na graduação. Acho que o Direito está em nossa vida o tempo todo e que cada vez mais teremos que lidar com questões que dizem respeito a todo mundo, por isso pretendo trazer algumas polêmicas por aí para que não nos esqueçamos também do senso crítico.

E apesar de o mundo ser cada vez mais um jardim, termos acesso a qualquer coisa num piscar de olhos e cada país ser realmente um vizinho, acho que muita gente esqueceu do Direito e veio ser gauche nessa vida.

E conforme comentei anteriormente, em abril deste ano fui visitar o Parlamento Europeu, em Bruxelas, quando me deparei com esta exposição maravilhosa!

Eram várias imagens, lindas e chocantes, com textos explicando o contexto social de cada uma. Índia, Nigéria, Malásia … pessoas portadoras de HIV, infectadas com tuberculose ou malária …

E a aquela mensagem foi o que me impressionou mais ….

Apenas pessoas comuns, nada de excepcional, cada um seguindo sua rotina. Alguns na Europa, outros não. Muitas vezes sem nem atentar para o que deveria, para o que tem vida, para o que tem viço. Mas para aquelas pessoas das fotos, havia uma diferença. Sofrem daquelas enfermidades em locais onde não há tratamento, remédios ou expectativa.

E é assim mesmo. Esta semana uma mulher foi condenada a 12 anos de prisão por adultério, pois denunciou seu cunhado que a estuprou. E suas vizinhas ainda são servidoras Trotski. E na América Latina ainda tem feminicídio …

(Poema de  Sete Faces)

(…)

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

(…)

E você? Não se conforma com o quê?