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Cortar o tempo?

8 jan

Estamos, de fato, em um ano que se denomina novo. Mas, assim como em várias outras situações da vida, há pouca coisa que muda efetivamente.

Por exemplo, ao assumir um novo cargo, o que muda é a função que desempenhamos, mas continuamos a ser exatamente a mesma pessoa de antes, não obstante um ritual.

E no mesmo sentido dos questionamentos de Drumond sobre a ideia de cortar o tempo e a beleza da renovação que o acompanha, como mensurar o tempo que passou?

” five hundred twenty-five thousand six hundred minutes … how do you mesure a year” ?

Por isso o post de hoje vem com um trecho do musical RENT que nos trás várias ideias de como contar nosso tempo!

“Five hundred twenty-five thousand moments so dear
 
In daylights – in sunsets – in midnights – in cups of coffee.
In inches – in miles – in laughter – in strife”
 
How about love?
 
Dias, meses, anos, que nada. O que  valem são nossos  bons  momentos 😉
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In the confusion of it all …

2 out

Ontem à tarde eu estava estudando e fui rapidinho olhar o face, quando me deparei com um vídeo lindo, e então pronto, perdi uma boa parte do meu estudo …

Se fosse pra eu ser um ingrediente de alguma receita, certeza que iria ser a manteiga .. derretida! Tirem suas próprias conclusões: 

A música nem ajudou, mas eu não parei nunca mais de chorar! Acho que por não termos este tipo de preocupação aqui no Brasil, muitas vezes esquecemos de dar valor pra muita coisa (e a partir de agora vou tentar não cair na pieguice e blabla).

Ainda hoje, a única coisa que eu vejo de resquício de guerras no Brasil são as questões ligadas à guerrilha do Araguaia, que por sinal vem sendo tratada cheia de desrespeito. Mas o fato é que não vivemos com a expectativa de ter algum familiar enviado à guerra, com a preocupação em saber se irá voltar, com o coração dividido entre a vontade de ajudar o país e ficar em casa.

As pessoas vendo seus queridos voltarem de repente foi uma coisa que mexeu muito comigo, justamente porque trata-se de uma situação meio distante pra gente aqui no Brasil, e bem por isso muitas vezes a gente esquece de aproveitar bem quem a gente tem. Se meus amigos não vão ser enviados pro meio da confusão, se meus pais não vão se alistar e etc., nem tem porque se preocupar não é mesmo, parece que pra sempre teremos tudo igual e tempo pra curtir tudo que há de bom pra viver. Ainda, temos a cara de pau de nos acostumar com as questões de violência que nos sentimos meio ‘intocáveis’, distante de qualquer coisa que possa nos afastar de alguém.

Pensando nisso, mais uma vez fiquei brabo com algumas robotizações que vejo por aí e com mais vontade de aproveitar os dias, as pessoas, cores, sabores e melodias; de esquecer os pontos finais e dar atenção para as aspas, vírgulas, parênteses e reticências e, entre as histórias, músicas, rimas e poesia. E ao mesmo tempo, que nos deixemos sempre surpreender por aqueles que gostamos!

ownn

amor, amore compensatur.